sábado, 25 de novembro de 2017

INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - QUEM SÃO ELES? 6º ANO FUNDAMENTAL


Espremidos entre a infância e a adolescência, os pré-adolescentes vivem a dualidade dessas duas fases de vida a um só tempo.

Por Beatriz Teixeira de Salles

Quando os pais querem que eles façam alguma coisa, lá vem o discurso: “Você já é bem grandinho”; mas quando os pais não querem liberá-los para ir algum lugar ou fazer determinada coisa, lascam: “Você ainda é muito novo, não pode!” Afinal, são muito novos ou já cresceram? Esse é apenas um exemplo da dificuldade de ser pré-adolescente, ou melhor, de ser quase adolescente, pois o termo pré-adolescência não é reconhecido cientificamente.
Eles estão na faixa entre os 10 e 13 anos, vivem uma enorme diferença de desenvolvimento, não só sexual quanto psicológica, entre meninos e meninas e até dentro do mesmo sexo, e vivem entre a alegria infantil da falta de responsabilidade e a tão sonhada adolescência, quando algumas “regalias” do mundo adulto lhes são permitidas.
Em conversa com Thiago, 12 anos, Isabella, 12, Cecília, 11, e Frederico, 10, a gente pode ver um pouco do perfil dessa moçada que vive nesse intervalo entre a infância e a adolescência.
Eles mesmos admitem que, dependendo da situação, sentem-se crianças ou adolescentes. “Às vezes me incomoda ver que meus pais não acreditam que eu possa fazer algumas coisas. Se quero ir sozinha ao shopping, não posso. Mas, se quero brincar de bonecas, eles falam que já sou grande”, conta Isabella.
Para Fernanda, a preocupação dos pais se divide entre a ameaça da violência real e um pouco de neura. “Os pais são muito imaginativos, só pensam que coisas ruins vão acontecer”, emenda Thiago. Frederico se queixa de não poder ir a reuniões de grupo sozinho, Cecília não tem autorização para andar de ônibus sozinha e por aí vai. Porém, todos reconhecem que “dá para entender” a preocupação dos pais e que, levando-se em conta a forma como foram criados, hoje são até liberais.

Fonte: ESTADO DE MINAS. Caderno Feminino, Belo Horizonte, 14 maio 2000, p. 10. In: SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. São Paulo: Moderna, 2012, p. 17. 

REFLETINDO SOBRE O TEXTO

1. Que tipo de frase é usada no título do texto?

2. O que significa o termo “pré-adolescente” no texto?

3. Segundo o texto, qual é o discurso dos pais quando querem que os filhos façam alguma coisa?

4. Qual é o discurso dos pais quando querem proibir os filhos de algo?

5. Há no desenvolvimento do texto alguma frase interrogativa? Que sinal de pontuação foi utilizado nessa frase? Reescreva-a.

6. Segundo o texto, que idade marca a fase dos pré-adolescentes?

7. Releia o segundo parágrafo do texto e responda qual é o tipo de comportamento de um pré-adolescente?

8. Quem são os pré-adolescentes citados no texto?

9. Reescreva o depoimento de Isabella.

10. Que tipo de sinal de pontuação foi usado para marcar a fala de Isabella?

11. Qual é a opinião da pré-adolescente Fernanda?

12. Qual é a opinião do Thiago?

13. Qual é a reclamação de Frederico?

14. Qual é a reclamação de Cecília?

15.  No final os pré-adolescentes tem um pensamento em comum. Qual é?



GABARITO

1. Frase interrogativa.
2. O pré-adolescente é quase um adolescente, é uma fase do indivíduo entre a infância e a adolescência.
3. "Você já é bem grandinho".
4. "Você ainda é muito novo, não pode!"
5. Sim. Ponto de interrogação (?). "Afinal, são muito novos ou já cresceram.
6. Eles estão na faixa entre os 10 e 13 anos.
7. Vivem uma enorme diferença de desenvolvimento, não só sexual quanto psicológica, entre meninos e meninas e até dentro do mesmo sexo, e vivem entre a alegria infantil da falta de responsabilidade e a tão sonhada adolescência.
8. Thiago, Isabella, Cecília, Frederico e Fernanda.
9. Às vezes me incomoda ver que meus pais não acreditam que eu possa fazer algumas coisas. se quero ir sozinha ao shopping, não posso. Mas, se quero brincar de bonecas, eles falam que já sou grande".
10. Aspas.
11. A preocupação dos pais se divide entre a ameaça da violência real e um pouco de neura. 
12. "Os pais são muito imaginativos, só pensam que coisas ruins vão acontecer".
13. "Se queixa de não poder ir a reuniões de grupo sozinho".
14. Não tem autorização para andar de ônibus sozinha e por aí vai.
15. "Dá para entender" a preocupação dos pais e que, os pais de hoje são até liberais em vista de alguns pais no passado.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

SER MARANHENSE – Poesia de Maria Inez Silva Queiroz

sao-luis1

Imagem: Internet



Ser maranhense é admirar o francês
Falar bem português
Empregar o “TU” naturalmente
Com flexão verbal fluente

É vagar no Reviver
Do por do sol ao amanhecer
Ser erudito e popular
Sem contudo ser vulgar

É brincar o bumba-boi
Dançar reggae ao luar
Lembrar a criança que foi
E soltar pipa no ar

É degustar o carangueijo
Comer arroz de cuxá
Saber olhar um casarão
Sem com ele se assombrar

É singrar a vastidão do mar
É acompanhar o Divino
E com o badalar do sino
Ir à igreja rezar

É orgulhar-se da sua história
Trazer na memória a sua glória
E poder cumprimentar
Nauro, Montello e Ferreira Gulart

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ATIVIDADES COM INTERTEXTUALIDADE

O que é intertextualidade?
 É um recurso literário. A intertextualidade é um meio de conectar dois textos diferentes. O texto, ou um trecho do texto, é pensado a partir da relação com outro texto preexistente. Esse é um recurso com funções diferentes, variando de acordo com a situação em que a obra é inserida. A intertextualidade pode ser construída de maneira explícita ou implícita. Na intertextualidade explícita, ficam claras as fontes nas quais o texto baseou-se e acontece, obrigatoriamente, de maneira intencional. Pode ser encontrada em textos do tipo resumo, resenhas, citações e traduções. Podemos dizer que, por nos fornecer diversos elementos que nos remetem a um texto-fonte, a intertextualidade explícita exige de nós mais compreensão do que dedução.
intertextualidade implícita demanda de nós um pouco mais de atenção e análise. Como o próprio nome diz, esse tipo de intertexto não se encontra na superfície textual, visto que não fornece para o leitor elementos que possam ser imediatamente relacionados com algum outro tipo de texto-fonte. Sendo assim, pedem de nós uma maior capacidade de realizar analogias e inferências, fazendo com que o leitor reative conhecimentos preservados em sua memória para então compreender integralmente o texto lido. A intertextualidade implícita é muito comum em textos parodísticos, irônicos e em apropriações.
Tipos de intertextualidade:
Citação: é a reprodução de um texto ou passagem, marcada pela utilização de aspas, de outra obra;
Epígrafe: é um recurso que utiliza pequenos trechos de textos que possam fazer referência ao que está sendo dito, no intuito de acrescentar significado e compreensão;
Paródia: um tipo de apropriação do texto que tem por objetivo romper o texto anterior de maneira irônica na tentativa de construir uma crítica;
Paráfrase: reformulação de um texto preexistente visando manter sua estrutura ao mesmo tempo de mantém seu significado e ideia;
Alusão ou referência: uma maneira textual de fazer referência a outros textos ou obras de diferentes contextos e áreas, na busca de correlacionar, acrescentar maior expansão do universo textual;
Tradução: é uma conformação de um texto que está em um tipo de idioma para outro idioma, por exemplo, do inglês para o português.  Faq.inf.br

ATIVIDADES

1- Sobre o conceito de intertextualidade, podemos afirmar:
I. Introdução de novos elementos no texto. Pode-se também retomar esses elementos para introduzir novos referentes;
II. Operação responsável pela manutenção do foco nos objetos de discurso previamente introduzidos;
III. Elemento constituinte do processo de escrita e leitura, trata-se das relações dialógicas estabelecidas entre dois ou mais textos;
IV. Pode ocorrer de maneira implícita ou explícita;
V. Responsável pela continuidade de um tema e pelo estabelecimento das relações semânticas presentes em um texto.
Estão corretas as proposições:
a) Todas estão corretas.
b) Apenas III e IV estão corretas. X
c) Apenas I, II e V estão corretas.
d) III, IV e V estão corretas.
e) I e II estão corretas.

2-Tendo em vista que um texto, seja ele expresso por meio de uma linguagem verbal, bem como por meio de uma linguagem não verbal (pintura, escultura, fotografia, entre outras modalidades), estabelece com outro uma relação de diálogo, explicite seus conhecimentos acerca do conceito de paráfrase e paródia.
R: Paráfrase se conceitua como a reescrita de um texto procurando manter as mesmas ideias do texto-matriz, sem a menor intenção de subvertê-las.
Já a paródia se caracteriza pela relação dialógica entre um texto e outro, porém com o objetivo de distorcer as ideias expressas no texto-base, utilizando-se da crítica, do sarcasmo.

ATIVIDADES COM OBJETO DIRETO,OBJETO INDIRETO E VERBO DE LIGAÇÃO - 7° ANO


“Não quero aparelhos
para navegar.
Ando naufragado,
Ando sem destino.
Pelo voo dos pássaros
Quero me guiar...”
(Jorge de Lima)

1- Os verbos destacados no poema classificam-se, quanto à predicação, como:
a) transitivo indireto – verbo de ligação
b) transitivo indireto – intransitivo
c) transitivo direto – intransitivo
d) transitivo direto – verbo de ligação 
x
e) transitivo direto e indireto – transitivo direto

2- Identifique a alternativa em que o verbo destacado não é de ligação:
a) A criança estava com fome.
b) Pedro parece adoentado.
c) Ele tem andado confuso. 
x
d) Ficou em casa o dia todo.
e) A jovem continua sonhadora.

3- Reconheça a transitividade verbal:
(a) Transitivo direto
(b) Transitivo indireto
(c) Transitivo direto e indireto
(c) Nós aprendemos uma boa lição com a história do burro.
(a) O burro carregava sacos de sal.
(b)  O burro vinha carregado de sacos de sal.
(a) Ele observou isto.

4-Todas as orações apresentam verbo de ligação, exceto:
a) Camilo saiu desesperado da biblioteca. 
x
b) Juliana ficou pensativa ao lado da irmã.
c) Orestes continuava firme no seu propósito.
d) Jairo permanece calado no meio da gritaria.
e) Cézar parecia um rapaz entre seus coleguinhas.

5- Leia o poema abaixo e responda as questões a seguir:            

Moda
o cabelo da moda,
a roupa, a dança,
a gíria da moda.
 a moda passa,
 eu fico.
(Ulisses Tavares)

a. Quais são os dois verbos do poema “Moda”?
Passa e fico.
b. Os verbos existentes no poema “Moda” são transitivos ou intransitivos? Justifique.

São intransitivos pois não necessitam de complemento.

ATIVIDADES COM PREFIXO E SUFIXO - 7° ANO

Prefixo e Sufixo são morfemas que se juntam às palavras a fim de formar novas palavras. Ambos são, na verdade, afixos; o nome prefixo ou sufixo é dado mediante o lugar que ocupam na palavra: se estiver antes do radical é prefixo, mas se estiver depois do radical é sufixo. Radical é a parte da palavra que contém seu significado básico.


Exemplos:
Cesteiro  -                  cestinha
 radical e sufixo                     radical   e sufixo
Desleal                                   retroceder
                                       Radical e prefixo
prefixo e radical     

ATIVIDADES

1- Observe o grupo de palavras abaixo:
Cestaria – lavanderia – padaria

O que os sufixos dessas palavras tem em comum quanto ao significado?
Todos indicam locais, estabelecimentos relacionados a um produto ou serviço.

      2- Forme verbos usando sufixos.

      a) Amarelo  - amarelar

      b) Indução  - induzir

      c) Canto  - cantar

      d) Síntese - sintetizar

      3) De acordo com o exemplo organiza quatro famílias de palavras.
     Uma família de palavras é um conjunto de palavras que têm o mesmo radical, ou
seja, que foram criadas a partir da mesma palavra primitiva.

      Ex: sapato: sapateiro, sapatear sapataria, sapatilha, sapatinho, sapatorro, sapatola...
      a) mar:  
      b) fogo:
      c) terra:
      d) vento:
      R= ver as palavras da turma

      4) Complete o quadro.

Primitiva
Derivada por sufixação
Derivada por prefixação
Derivada por prefixação e sufixação
Capaz
capacidade
capacitado
incapacidade
Grato
gratidão
ingrato
ingratidão
feliz
felizmente
infeliz
infelizmente

5- Assinale a afirmativa errada com relação à análise morfológica da palavra desonrosa:
a-(    ) O radical é onr.                    c-  ( ) O sufixo é - rosa.
b-(    ) O prefixo é  des.                  d-  (    ) O a final é desinência de gênero.

ATIVIDADES COM FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES DO CASO RETO E OBLÍQUO - 7° ANO Funções sintáticas dos pronomes

Funções sintáticas dos pronomes

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do discurso: a que fala, a com quem se fala e a de quem se fala.

Pronomes pessoais do caso reto
Pronomes pessoais do caso reto são os que desempenham a função sintática de sujeito da oração. São os pronomes eu, tu, ele, ela, nós, vós eles, elas.
Pronomes pessoais do caso oblíquo
São os que desempenham a função sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal ou sujeito acusativo (sujeito de oração reduzida).
Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos e os tônicos.
Pronomes Oblíquos Átonos
Os pronomes oblíquos átonos são me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os as, lhes. Eles podem exercer diversas funções sintáticas nas orações. São elas:
A) Objeto Direto
Os pronomes que funcionam como objeto direto são me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Ex.
  • Quando encontrar seu material, traga-o até mim.
  • Respeite-me, garoto.
  • Levar-te-ei a São Paulo amanhã.
Observações:
01) Se o verbo for terminado em M, ÃO ou ÕE, os pronomes o, a, os, as se transformarão em no, na, nos, nas.
Ex.
  • Quando encontrarem o material, tragam-no até mim.
  • Os sapatos, põe-nos fora, para aliviar a dor.

02) Se o verbo terminar em R, S ou Z, essas terminações serão retiradas, e os pronomes o, a, os, as mudarão para lo, la, los, las.
Ex.
  • Quando encontrarem as apostilas, deverão trazê-las até mim.
  • As apostilas, tu perde-las toda semana. (Pronuncia-se perdê-las)
  • As garotas ingênuas, o conquistador cedeu com facilidade.


03) Independentemente da predicação verbal, se o verbo terminar em mos, seguido de nos ou de vos, retira-se a terminação -s.
Ex.
  • Encontramo-nos ontem à noite.
  • Recolhemo-nos cedo todos os dias.

04) Se o verbo for transitivo indireto terminado em s, seguido de lhe, lhes, não se retira a terminação s.
Ex.
  • Obedecemos-lhe cegamente.
  • Tu obedeces-lhe?
B) Objeto Indireto
Os pronomes que funcionam como objeto indireto são me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.
Ex.
  • Traga-me as apostilas, quando as encontrar.
  • Obedecemos-lhe cegamente.

EXERCÍCIOS
1- A substituição do termo nas frases pelo respectivo pronome não está correta em:
a) “... defendiam o seu sono...” — defendiam-no.                   
b) “...abrindo picadas...” — abrindo-as
c) “.. sem fazer ruído..” — sem fazê-lo.                                  
d) “. . . habitando na mata..” — habitando-lhe      X
e) “...miavam seu espantoso miado...” — miavam-no.

2- Assinalar a alternativa em que a substituição da palavra  grifada pelo pronome átono está INCORRETA.
a) “... roubam uma flor...”  - roubam-na                            
b) “...pisam as flores...” – pisam-nas
c) “...dizemos algumas palavras...” - ...dizemo-las.            
d) Não entendo os homens. -  Não lhes entendo
.        X

3- O termo em destaque exerce a função de objeto indireto, exceto em:
a) Lembrei-lhe a data de aniversário de sua mãe.
b) Perdi a cabeça durante a discussão e dei-lhe na cara.
c) Devido a problemas de saúde, proibiram-lhe que fumasse.      
X
d) Incumbiram-lhe que entregasse a encomenda.
e) Com certeza, pagou-lhe com bastante atraso.
4- De acordo com a função desempenhada pelo pronome em destaque, analise as orações e atribua-lhes o código correspondente:
a – ( A) Deu-me a mão e juntos prosseguimos o passeio.
b – ( 
B) Desejo vê-lo o quanto antes.
c – ( 
B) Fê-los sair apressadamente.
d – (
 A) Entreguei-lhe a encomenda.    
( A) Objeto indireto
( B ) Objeto direto

5- “É quase impossível enxergá-lo”.

Na frase acima foi empregado corretamente o pronome oblíquo “o”. A frase que não se completa com esse pronome é:

a) Abracei - ---com entusiasmo.
b) Vi - ---ontem na esquina da rua.
c) Felicitei - --pela aprovação.
d) A ele, devolvi - ---- o documento.     
X
e) O livro, entreguei - --- ao aluno.

FERNANDO PESSOA


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

MEIO AMBIENTE


Não posso deixar de comentar esta notícia ótima que saiu no www.oglobo.com.

"Crescimento excepcional de árvores reduz aquecimento global, diz estudo

RIO - A natureza está dando uma ajuda inesperada contra o aquecimento global. Estudo britânico confirmou que as árvores das regiões tropicais vêm crescendo de forma excepcional nos últimos 40 anos e que isso reduz o efeito estufa causado pelas mudanças climáticas. Como elas estão maiores, absorvem 20% mais emissões de gases, segundo artigo publicado na revista "Nature". A descoberta reforça a necessidade de proteger as florestas.Cientistas da Universidade de Leeds usaram dados de 250 mil árvores de matas tropicais de 20 países (70 mil na África) nas últimas quatro décadas. Elas removem 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera por ano, a quinta parte das emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis.
Pesquisadores não sabem por que as árvores estão ficando maiores e absorvendo mais carbono. Eles suspeitam que o CO2 - um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global - adicional pode estar servindo de fertilizante."
Eu sei que muitos professores já fazem sua parte, mas que tal incentivar ainda mais os alunos a plantarem mudas de árvores na escola, em casa, na praça, com esta informação? Além de eles serem incentivados a lerem mais jornais para estarem a par das "novidades" do mundo, cria uma consciência de que cada um fazendo sua parte, o mundo pode, sim, melhorar.
Fica aí a dica.

Educar é contar histórias


Texto de Claudio de Moura e castro, da revista Veja. Fonte: Tobias Ribeiro - Assessoria em Gestão Estratégica.

"De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.

Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.

Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.

Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: "Seja X a largura de um retângulo...". De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: "Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?". Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano "grosso" flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.

É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO - 7° ANO


O menino e o arco-íris

Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos. Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino (que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de tudo era vidro e só vidro.

Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o peru, a galinha- d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos eles, e continuou entediado como sempre.

Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade. Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que modificava um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.

O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!

Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio. E daí?

(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)

01.“Mas logo se acostumou a todos eles”. O termo em destaque refere-se no texto a
(A)  animais no quintal. x
(B)  cadeiras e mesas.
(C)  sapatos e copos.
(D)  jogos de azar.

02. Pode-se concluir que o tema do texto é
(A)  a curiosidade.
(B)  a insatisfação .x
(C)  a natureza.
(D)  a saudade.


3. De acordo com o texto, o menino procurava, desde criança, por 
(A)  alguma coisa surpreendente. x
(B)  galinhas e plantas interessantes.
(C)  um arco-íris.
(D)  banhos de mar.

04. E daí?” A frase final da crônica demonstra que a opinião do narrador sobre o destino do menino é de
(A) pena e desespero.
(B) simpatia e aprovação.
(C)  indiferença e conformismo. x
(D)  esperança e simpatia.

05. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!”
 No trecho, os sinais de pontuação empregados assinalam
(A) o tédio do menino.
(B) a surpresa do menino. x
(C) a dúvida do narrador.
(D)  o comentário do narrador.